Na tarde do dia oito de junho o grupo de Paraíso se dirigiu para a cidade de Caseara – TO, para encontrar com o integrante Baianinho, onde fomos recepcionados pelo grande amigo Pedro “Oropa”, proprietário de um restaurante às margens do Araguaia, que nos ofereceu uma farta mesa com muitos Piaus fritos, regados a cerveja gelada. Dormimos naquele dia na cidade de Caseara – TO e no dia seguinte, bem cedo, já estávamos prontos para a viagem, embarcados em duas canoas com propulsão de motor. Navegamos então até a cidade de Barreira dos Campos – PA, onde fomos recepcionados pela empresária do ramo supermercadista, D. Nerídes. Depois embarcamos com destino a Santa Fé – PA e no meio do caminho tivemos que acampar as margens do rio, para providenciar o almoço do dia: arroz, feijão preto com pele de porco e carne seca acompanhados de um suculento churrasco. Já saciados da fome embarcamos rumo à Fazenda Santa Fé. Porém logo o dia se foi, a noite chegou e tivemos que acampar numa belíssima praia no meio do rio, onde passamos mais uma noite se deliciando com as belezas do nosso Berohokã. No dia seguinte alcançamos o nosso objetivo, a Fazenda Santa Fé, que estava bem a nossa frente, porém (no dia anterior) com a pouca luminosidade do entardecer, não podemos visualizar as casas na ribanceira do rio. Paramos por alguns minutos naquele recanto e seguimos com destino à sede do Parque Estadual do Cantão, um lugar muito bonito, no final da Ilha do Bananal. Apreciamos aquela beleza e seguimos com destino a Lago Grande – MT e depois de mais de três horas de viagem, sob um sol escaldante, chegamos. Fomos recepcionados pela Índia Carajás Iza (ou Wéelaki em Carajás), que nos ofereceu um pequeno galpão, de propriedade do seu pai, que se encontrava de viagem a Santa Terezinha. Em Lago Grande fizemos alguns amigos, como a pequena índia Carajás de mais ou menos 11 anos Cinthia (ou Wedéeri na língua Carajás), Corim, (que depois se tornou nosso timoneiro com destino a Santa Terezinha – MT), onde pernoitamos para no dia seguinte empreendermos viagem até o povoado de Antonio Rosa – MT, onde fomos recepcionados por D. Raimunda, uma velha conhecida do Dirceu, no tempo em que ele trabalhava na Fazenda Santa Fé. Antes, porém de chegarmos ao povoado, estivemos visitando o barco Hotel “Tranquilão”, de propriedade de agropecuaristas da região. Seguindo para Santa Terezinha já estávamos ansiosos e já um pouco cansados pelas horas sentados no banquinhos das canoas e pelo exposição permanente ao sol escaldante. Chegamos a Santa Terezinha – MT por volta das 18hs30min, e fomos recepcionados pela cunhada do nosso amigo Baianinho, Neta, que reside naquela cidade. Em Santa Terezinha podemos perceber a degradação por que passa a gente Carajás. Na convivência com o branco (tori) eles se descaracterizaram de sua verdadeira cultura e é fácil encontrar alguns perambulando pela cidade, totalmente alcoolizados, como a velha Madalena, uma anciã de mais de setenta anos que vive mendigando e falando impropérios por toda a cidade. É triste de se ver a degradação do povo valioso e resistente, em outras épocas, da etnia Carajás. Pernoitamos em Santa Terezinha – MT, para no dia seguinte empreendermos a nossa viagem de volta para Caseara-TO, na qual gastamos nove horas e meia de navegação, com direito a parada em Lago Grande – MT para um rápido almoço.
Vale salientar que em todas as nossas paradas o lixo era recolhido totalmente, para não causarmos mais impacto ao já ameaçado meio ambiente do nosso querido Rio Araguaia.















+na+Esta%C3%A7%C3%A3o+Cangu%C3%A7%C3%BA.jpg)



